sexta-feira, 23 de abril de 2010

Quando ela insiste em beijar seu travesseiro, eu me viro do avesso.

E o que fazer quando o primeiro abraço dado não foi suficiente? O sorriso esboçado e o fato do outro querer ser abraçado fazem levantar esse questionamento. O que fazer quando diamantes cravejados em seu sorriso não inundam de sedução o olhar da outra pessoa? O que fazer quando o seu calor não é necessário para acompanhá-la no quarto e esta prefere a solidão? O que fazer quando tentar mostrar cores destonteantes do bom e velho cinza vira uma mera situação passional e não é pertinente a você pintar suas paredes com tinta fresca? O que fazer quando ela pensa aparentar que é tudo verdade? Para mim, sustentável em areial. E para que saiba, menina, eu guardo ainda o meu melhor sorriso, aquele estonteante, feliz.